Câncer e a Corrida - Histórias de Superação - Introdução e entrevistas

Ano passado eu publiquei os posts abaixo, sobre câncer, corrida e histórias de superação de mulheres, câncer e corrida. 
Me emocionei lendo de novo os depoimentos dessas mulheres, e acho que tudo o que conversamos continua atual, e vale a pena ler,inclusive de novo...
O que vou fazer é compilar abaixo todos os posts, ok?
Assim ficará um só grande post, que cada um escolhe como quer ler. 

Post 1: INTRODUÇÃO


Ninguém gosta de falar de câncer, né? Até hoje minha mãe cochicha a palavra, como se falando alto tivesse alguma possibilidade de contágio maior. É da geração dela, e da mãe dela, quando diziam "a doença", "aquela doença", e assim acho que toda família tem alguém que morreu de câncer e ninguém sabe explicar muito bem como, em que parte do corpo, estágio, tratamentos...na minha família tem uma bisavó que dizem que morreu de tristeza, mas a gente sabe que morreu de câncer. 
Acho que uma das grandes evoluções foi falar em voz alta, porque não é vergonha nem maldição, é uma doença, e falar ajuda a procurar tratamento, ou pelo menos faz a pessoa saber o que se passa. Já matou muito, mas não precisa mais ser assim. Na minha família também temos casos bem sucedidos, como meu pai, que teve câncer de pulmão (dentro das estatísticas, ele fumou 40 anos - agora está há mais de 11 sem fumar, claro), meu tio e padrinho (um cara super saudável e que se cuida pacas), que teve no rim, meu outro  tio, irmão dele, que teve no pulmão (esse não se cuida)...vejam só. 
Outubro, o mês "rosa", no qual chamamos atenção para o câncer de mama, prevenção, diagnóstico precoce, tratamentos, acabou ontem, mas ainda dá tempo de falarmos daquilo que move este bloguinho: corrida. E câncer de mama. Tudo junto, sim, e é para animar, sempre! 
Vou começar no início de novembro porque não consegui antes,  com a nova série de entrevistas, com corredoras que tiveram câncer de mama. Nem estava pensando em fazer mais uma série de entrevistas, mas a ideia foi da minha amiga nutri top Katia Dieckmann, que passou o mês conversando sobre nutrição e câncer e conheceu corredoras doentes e curadas. 
Fui dar uma pesquisada no que existe sobre corrida e câncer. Na verdade, atividade física aeróbica, qualquer uma. Recomendo a leitura do blog do queridíssimo dr. Drauzio Varella (https://drauziovarella.com.br/drauzio/artigos/atividade-fisica-e-cancer/), que explora o assunto de forma bem interessante e científica, com estudos sérios que demonstram redução de recidiva e de morte de pacientes que tiveram câncer após passarem a se exercitar com regularidade (além de outros hábitos de vida saudáveis, mas que nem foram levados tanto em conta), ou seja, pelo menos 30 minutos por dia, por 3 a 5 dias na semana, dependendo do tipo de câncer. 
O que mais gostei foi essa parte:

Diversos mecanismos biológicos podem ser evocados para explicar o efeito protetor do exercício na evolução de tumores malignos. Os mais aceitos consideram que o trabalho muscular reduz os níveis sanguíneos de insulina e de certos fatores de crescimento liberados pelo tecido adiposo, capazes de estimular a multiplicação das células malignas.

Reduzir em 50% a probabilidade de morrer de câncer de mama ou de intestino, pela adoção de um estilo de vida mais ativo, é um resultado inacreditável: nenhum tipo de radioterapia ou de quimioterapia – por mais agressiva que seja – demonstrou provocar esse impacto.


Vejam só. E aí vem a outra parte. A da alegria. Além desses dados científicos sensacionais, a corrida aumenta a autoestima da mulher operada e submetida a tratamento, e produz endorfinas, auxiliando a afastar a depressão que acomete muitas mulheres com câncer, especialmente o de mama, quando há a mastectomia total, com a retirada dos seios, parte importante do corpo da mulher sob vários aspectos.
Então é fator de elevação de autoestima e de força de vontade. Porque quando você corre, você tem metas, que quer continuar tendo a chance de bater, ir atrás, se esforçar. Autoconfiança quando consegue, se dar conta de que quer muito levantar daquela cama e sair para correr, mesmo nas piores condições, pela certeza de que depois vai se sentir melhor. E dizer: eu posso, eu consigo. Nem sempre vai ser possível, muitos treinos vão dar errado, mas isso já acontece com todo mundo até com gripe, né não?!


POST 2: De amiga de infância à colega na corrida: Priscila Leite

Eu conheço a Pri há mais de trinta anos. Aiaiai...A gente fez catequese juntas e, portanto, a Primeira Comunhão. Ainda ontem. Como Florianópolis já foi bem menor, a gente era vizinha de rua e também as famílias têm casa na mesma praia...ah, sim, em Floripa, embora seja litoral, as pessoas têm casa de praia e casa na cidade (as que podem, sempre foi o sonho de todo mundo), e só vão para a praia no verão, ficando dois meses direto. Esse negócio de praia no inverno é coisa de haule. 
Enfim. Não bastando isso, a Pri também fez faculdade de direito na UFSC, mas iniciou no semestre posterior ao meu (a turma de agosto, que eu morro de inveja, porque teve um semestre de pura felicidade depois de estudar para o vestibular). Apesar disso, ou talvez até por isso, nos encontramos sempre casualmente, incidentalmente, e nunca fomos tão próximas, embora sempre tenhamos mantido contato suficiente para saber o básico da vida uma da outra. Até que ela esteve doente e eu não soube. 
Pula para 2016, maio. Primeiro Treino Coletivo Mulheres que Correm, areias de Balneário Camboriú. Inscrições diretamente comigo e as meninas, tudo bem amador ainda, combinando por email e facebook. E a Priscila quis muito vir, se inscreveu logo e fiquei super feliz em vê-la naquele sábado de sol depois da sexta-feira chuvosa. E aí ela me contou: era a primeira vez que ia correr oficialmente depois do câncer de mama. E eu: oi? que câncer de mama? 
Aquele dia foi muito importante para ela, que não era a única pós câncer correndo (a outra também estará no blog), e se foi importante para ela, foi também para mim e as outras mulheres que correm, porque nosso objetivo foi atingido: felicidade pela corrida, libertação, superação!
Por isso logo pensei nela para inaugurar o outubro rosa que vai ser em novembro, e conversar sobre o câncer e a corrida na vida dela. 
A Pri é uma pessoa doce, que parece estar sempre tranquila e sob controle (a gente nunca sabe...), já passou por outras poucas e boas há alguns anos, e parece superar tudo com sabedoria e bons pensamentos. 
Agora sei que ela descobriu em um exame de rotina, em 2014, com 39 anos, sem estar em grupo de risco. Ela acha que poderia ter sentido no autoexame, e isso serve para dizer para todas fazerem com atenção. 
Obrigada, Pri, por querer falar sobre isso, porque ajuda muita gente. 
Com vocês, Priscila Leite Alves Pinto!



1. Você corria antes de ter câncer? 
Sim, há uns dois anos mais ou menos, tinha adotado a corrida como prática de atividade física regular, pois era possível fazer a qualquer momento e em qualquer lugar e na rotina da vida de mãe, mulher e profissional era o que tinha, o que dava e eu gostava. 
Nota:É isso, né, funciona para todo mundo!

E depois, o que te levou a correr, ou voltar a correr? 
A vontade de voltar a viver normalmente, sentir viva fazendo o que gostava. Vontade de voltar a sentir meu corpo evoluir novamente.
Nota: tenho a sensação de que a corrida é o melhor esporte para sentir o corpo vibrando e vivo. Cansa, a respiração falha, pode doer, sua mais do que tudo...claro que pilates, natação, o que for, é movimento, mas a corrida mexe o corpo todo naquele momento, e tem a solitude, a necessidade de se conectar consigo mesma. Percebo isso em várias doenças e mesmo a gente lesionada, fica lá fazendo elíptico e parece que não fez nada porque não dá o mesmo barato.

2. Durante o tratamento, pôde correr? 
Não. Meu tratamento foi muito rápido, pois fiz apenas radioterapia durante 30 dias. A mama inchou muito e não era recomendado, tampouco adequado. 
Quanto tempo levou? 30 dias. O médico recomendou ou teve restrições? Não recomendou por conta do tipo do exercício, já que a mama balança quando a gente corre, além do que logo terminaria, então, o melhor era fazer o tratamento e depois voltar à vida normal.
Nota: a experiência da Pri é diferente de outras que conheço, que ficam mais de um ano na função quimio, com muitas sessões, então foi radical para ela naquele momento, zerou e parou tudo, mas depois voltou logo, não sentiu tanto. 

3. Qual a maior dificuldade em fazer exercicios durante o tratamento ou o pós operatório? 
No pós operatório é o medo sentir dor, pois apesar da cicatriz ser relativamente pequena, por dentro foi muito mexido, até a altura da axila. Quando voltei a correr eu usava dois tops para tentar minimizar o máximo o balanço para não sentir dor no movimento. Isso durou um ano mais ou menos e depois voltei a usar um só.
O primeiro dia deve ser muito punk. 

4. As pessoas que você conheceu na corrida foram importantes na fase de tratamento contra a doença? 
Muito importantes. Quando descobri a doença tinha acabado de fazer o primeiro Volta à Ilha com pessoas fantásticas. Daí no ano seguinte a meta foi refazer a prova com elas e deu certo. Foi um momento muito positivo.
O Volta à Ilha tem disso, dá a sensação de união pela corrida, e fazer prova em equipe ajuda a ter meta com compromisso. 

5. O que mudou em você como corredora após ter câncer? 
Aprendi a ser um pouco mais paciente, menos imediatista (na verdade é um exercício diário), respeitar meu corpo, minhas limitações. Aprendi também que posso fazer o que quero, quando eu quero e como eu quero. Aprendi que a disciplina de correr (cumprir a planilha) me faz bem, tanto fisicamente, quanto mentalmente e por isso me esforço, dentro da minha rotina, para conseguir.
Dica da entrevistadora: a gente não precisa ter câncer para mudar nossa loucura né? Aprender com a experiência alheia é super válido!!! Não se prive de correr quando puder, não deixe de fazer isso se você gosta, mesmo que tenha torcida contra, porque pode ser que não possa correr por um tempo. E ao mesmo tempo, tenha paciência, metas são para alcançar com planejamento, dedicação. E cada dia que a gente corre é um lindo dia para correr. 

6. Há algo que você gostaria de compartilhar com outras mulheres e com homens também, sobre o momento em que você descobriu o câncer? 
Foi um momento bastante difícil, de sofrimento mesmo, já que era uma coisa completamente fora do contexto, eu não fazia parte de grupo de risco, não tinha casos semelhantes na família, foi antes dos 40 anos, eu tinha amamentado dois filhos, levava uma vida saudável em alimentação, prática de atividade física, enfim, eu achava que fazia tudo de bom para meu corpo e minha saúde, de maneira que receber a notícia da doença não foi fácil. A primeira coisa que eu fiz foi questionar, pois difícil entender por que comigo, meus filhos eram pequenos (tinham 5 e 7 anos) e eu só pensava que não podia morrer por causa deles.
 Mas muita coisa mudou depois, foi um aprendizado enorme. Vi que nem todo câncer necessariamente mata (parece óbvio, mas quando acontece com a gente...), que descobri o meu muito precocemente: foram 5 meses desde a descoberta, a realização da cirurgia, a decisão de qual tratamento seguir (descartar a quimioterapia também não foi fácil) e o término da radioterapia. Ainda tem um tratamento via oral que vai durar uns sete anos ainda, mas que está incluído na minha rotina. Então, acho que vale deixar a dica sobre a importância da prevenção e da realização de exames regularmente. Quanto antes você descobre, menos agressivo é o tratamento e, por conseguinte, mais rápido é a retomada da vida pessoal.

Esse negócio do "por que eu?" acho que é meio geral, quando se tem uma vida considerada saudável e sem casos na família, em idade que a gente não imagina. No livro a Debs fala sobre isso, e na palestra dela também, sobre você mudar e pensar o que então vai fazer com isso, a partir dessa descoberta, e parar de pensar por que foi com você, já que isso não faz a menor diferença depois para a cura. Eu sempre me emociono quando a Debs fala, e agora com a Pri também, sobre a parte dos filhos. Não é que quem não tenha filhos possa morrer "tranquilo", mas a gente tem a sensação de que não pode nem ter uma gripe forte, porque tem que levantar da cama para cuidar deles. E isso também motiva pacas, mas apavora!
A descoberta precoce realmente é fundamental para a nova sentença, que é de cura. 


Eu adorei as duas fotos. Lá em cima tem a Pri hoje, e essa é de antes, vejam que é Volta  à Ilha pelo número. Embora nessa tenha mais sorriso de felicidade absoluta, a de cima mostra uma corredora madura, concentrada no movimento e com muito mais técnica. E o cabelão, né, gente, que a maioria de nós acaba desistindo porque é empenho que o tempo não permite, mesmo depois que cresce pós quimio, a maioria que vira corredora adota um corte mais prático. 


POST 3 - SIEGRID ANE
A história de hoje é diferente. Eu conheço pouco a Ane. Conheço, na verdade, por ela ser corredora da Wellness, então temos vários amigos e conhecidos em comum, e eu sempre a achei tão guerreira, empolgada nas provas de corrida de Blumenau, cheia de vida. Por isso me surpreendi quando soube que ela estava doente, com câncer de mama, esse infeliz. E eu soube porque ela não escondeu de ninguém. Ela mesma reconhece que também tinha problemas com a palavra "câncer" antes de acontecer com ela, e tudo mudou, porque acho que a mudança faz parte do processo, não é? 
Qualquer doença ou dificuldade nos ensina muito sobre nós mesmos, e é sempre uma oportunidade de mudança, normalmente para melhor. Tem gente que não muda nada, é verdade, que não enxerga a oportunidade de autoconhecimento e de evolução, só pensa em se curar o mais rápido possível e voltar à vida exatamente como era antes. É uma forma de encarar as coisas e não se deixar vencer, e não estamos aqui para julgar, porque só quem passa sabe. Mas são minoria. Pelo que converso com as pessoas, vejo que o que mais se altera são as prioridades, valores, e isso traz mudança de conduta. Leveza naquilo que pode ser leve, sem criar problemas onde eles não existem, porque você aprende o que é problema mesmo e o que é incômodo (quem me lê com frequência sabe que repito sempre isso). 
A Ane está tão consciente que tem também um blog para falar do assunto https://comobuscaralternativasparaenfrentarocancerdemama.wordpress.com/
Eu logo pensei nela, especialmente porque a tenho visto correndo desde sempre, descobrindo a doença. Ela parou por muito pouco tempo! É engenheira, tem filho, marido, pacote completo. E a corrida. Adoro ler o que ela escreve também, então espero que a gente aprenda muito uma com a outra, e vocês também, leitores. Vamos ler Siegrid Ane!!

(Feliz, acho que  porque com esse dia e esse mar...quem não fica?)

1. Você corria antes de ter câncer? E depois que descobriu, o que te levou a voltar a correr ou manter a corrida?

Sim, eu corria pouco mais de um ano, comecei a correr em janeiro de 2016, fui diagnosticada com o câncer de mama em maio de 2017, em meio ao treinamento para minha primeira maratona que aconteceria em agosto de 2017.
No dia que recebi a notícia do câncer eu perguntei para o médico se podia continuar correndo, e, ele falou que deveria continuar, e só teria que parar uns 20 dias após a cirurgia, e com isso eu acreditei que realmente poderia correr a maratona, mas no decorrer do percurso não foi tão simples assim... Os 20 dias se transformaram em 40 dias para voltar a fazer a primeira corrida de leve, e nesse período eu imaginei que não conseguiria mais fazer a maratona, porém, gostaria de continuar correndo caso fosse liberada pelo médico, para manter o corpo ativo e principalmente a mente tranquila, a corrida me revigora e me deixa com uma energia boa para poder enfrentar o tratamento.

Nota: eu sentia dentro de mim que tinha algo em comum com a Ane. É esse senso prático dela. Leiam no blog dela, é muito impressionante. A primeira pergunta da pessoa foi se podia continuar correndo!!! Acho que o fato de pensar que poderia correr a maratona deu forças, mesmo de forma inconsciente

2. Durante o tratamento, desde quando pôde correr? O médico recomendou ou teve restrições? 

O mastologista me liberou para atividades físicas 40 dias após a cirurgia, e encaminhou para oncologista, e com o resultado da biópsia surgiu a necessidade de fazer o tratamento com quimioterapia; na primeira sessão de quimioterapia eu falei para a médica que eu pretendia continuar as atividades e ela autorizou, dentro das minhas limitações e falou que meu corpo seria o regulador, nada de excessos, e com isso optei em não treinar tiros e morros, mantendo apenas corridas planas.
 Nota: eu me lembro de quando a pessoa que fazia quimioterapia só ficava em casa passando mal, e nenhum médico autorizava exercícios. É tão importante a pessoa se sentir viva de verdade , não é? E correr é isso. Claro, a Ane logo aprendeu os limites do corpo e focou nisso. Melhor correr meia boca do que não correr. 

3. Qual a maior dificuldade em fazer exercícios durante o tratamento ou o pós operatório? Vai haver algum momento em que você talvez não possa correr?

Um dos efeitos colaterais da quimioterapia, no caso do meu protocolo, foram dores nas articulações, que lembrava canelite, nesses dias eu fazia caminhadas e funcional, alguns dias de baixa imunidade eu sentia um cansaço físico maior, onde também diminuía o ritmo, mas não deixei de fazer atividade física. Uma restrição do tratamento é não poder pegar sol, com isso os treinos de corrida estão sendo na esteira. Vou iniciar o tratamento de radioterapia, e, segundo a médica, evitar exercícios de braço no funcional, e, podem ocasionar cansaços físicos mais no final do tratamento, mas vou esperar acontecer...
 Nota: não poder correr na rua é duro, a vantagem da esteira é que passa tanta gente que o tempo passa até mais rápido, né? Eu corro quase sempre sozinha na rua, e é na esteira que mais vejo gente. Essas dores nas articulações eu fiquei condoída, a sensação de lesionada é triste. Mas o mais legal é que ela não desiste! E é isso aí, sem sofrer por antecipação!!

4. As pessoas que você conheceu na corrida são importantes na fase de tratamento contra a doença?

Com certeza, a corrida me trouxe muitos ensinamentos e muitos amigos, e algumas pessoas acabaram se tornando fundamentais, o professor do grupo de corrida, sempre fez com que eu acreditasse em mim, me ensinou a não desistir e principalmente o professor do funcional que, além de personal está me motivando e ajudando no equilíbrio emocional.
Eu conheço bem o poder motivador desses caras, são os melhores para levar a gente para frente. Terapia em grupo na corrida, e com os coachs, o que pode ser melhor? 

5. Algo mudou em você como corredora após ter câncer?

Nunca me importei muito com relação ao tempo de prova, mas sempre procurei melhorar a corrida e o meu tempo nas provas, mas com o câncer eu aprendi que o tempo é o que se vive hoje, é agora, e que o número que marca no meu Tomtom é apenas o registro dos minutos para completar a prova, e não me importo quantos minutos preciso para chegar no final, importante é chegar feliz.
Chegar no final, chegar feliz. Bom demais. Rumo à maratona, Ane!! 

6. Há algo que você gostaria de compartilhar com outras mulheres e com homens também, sobre o momento em que você descobriu o câncer?

Sou da opinião que “Nada, absolutamente nada acontece por acaso”, nem sempre as coisas acontecem na hora ou no momento que a gente gostaria, mas em algum momento a gente descobre, ou não, o motivo. Até quase dois anos atrás eu fui mais para sedentária do que ativa, sempre achava que não tinha tempo para atividade física, e que tinha que trabalhar, conheci a corrida através da minha vizinha, fiz uma aula experimental, me identifiquei e não parei mais. 
O diagnóstico do câncer aconteceu na minha fase profissional mais conturbada, mas, acredito que o senso prático, pensamentos positivos e a corrida foram fundamentais para manter a tranquilidade nesse momento. 

Ane me mandou algumas fotos, e eu escolhi essa porque me emocionou ela não estar só. E a emoção de quem está com ela é visível, e isso torna a foto real. Viva. 

Nota final: Ane teve que arrumar tempo para ela se tratar, do pior jeito. Cuide da saúde para não cuidar da doença é o melhor a fazer. Mas estamos percebendo essa falta de padronização, o câncer não escolhe não, todo mundo está sujeito. Então a dica é viver o melhor de todos os dias, e mexendo o corpo de forma regular (com a corrida eu prefiro, mas cada um escolhe o seu favorito), você sempre tem a sensação de estar no seu melhor momento, e isso é muito bom! Estar cansado fisicamente de uma atividade que te deu alegria, é bom demais! Ah, sim, viram, alguém botou a Ane para correr. Por isso eu vivo atrás, funciona com um monte de gente, eu boto mesmo pra correr!!!


POST 4: MONICA PARIS
O modo pelo qual conheci a Mônica mostra como o universo age de uma forma muito louca e que basta a gente estar aberto para conhecer as pessoas que realmente isso acontece. Há alguns anos organizei uma festa teoricamente surpresa para meu marido em casa, em Blumenau. Teoricamente porque ele percebeu, claro. E convidei a Carol, minha amiga irmã de Floripa, inclusive para dormir lá em casa. Ela perguntou se podia levar uma amiga de Joinville e claro que podia! E era a Mônica. Mas a Carol logo disse que elas ficariam em hotel. Ela chegou um pouco tímida, mas o povo lá era animado, a festa foi bem forte, e elas foram ficando, até o ponto que não era recomendável que saíssem para ir para o hotel. Resultado, dormiram ambas lá em casa. Nem conversamos tanto assim, mas eu a achei muito legal, com bom astral. 
Pula para maio de 2016, e no mesmo treino que a Pri veio para voltar a correr, a Mônica também se inscreveu, porque mora em BC!!! Foi muito bom reencontrá-la e descobrir que ela corria, eu não tinha ideia!  Depois ela foi também no Treinão Maria da Penha, em agosto, baita parceira. 
Ela está no caso das #mulheresquenosorgulham, e a corrida entrou na sua vida depois do câncer, para mudar para melhor! Leiam novamente o primeiro post antes das entrevistas, para lembrar o que o dr. Dráuzio fala sobre a corrida e a prevenção de recidiva e auxílio à cura definitiva. 
A Mônica vem para nos mostrar que sempre há tempo para parar com as desculpas e calçar os tênis. Que quando a gente decide mudar, nada nos impede. Obrigada por compartilhar tua história, Mônica, tenho certeza de que vai sacudir muita gente. 




 1. Você corria antes de ter câncer? E depois, o que te levou a correr, ou voltar a correr?
Sempre gostei de esportes, mas corrida nunca tinha me interessado.
Durante o tratamento de um câncer de mama, eu, que estava afastada do trabalho, comecei a acompanhar uma amiga que participava de corridas de rua, para me distrair, passar o tempo e fotografá-la. Comecei a observar a alegria daquele pessoal, cruzando a linha de chegada, abraçando os amigos, aquela adrenalina que dava para sentir de longe.
E comecei a ir em quase todas as corridas que aconteciam na minha cidade, só para sentir a energia boa que o pessoal passava, isso diminuia minha depressão. E foi então que, depois de um tempo, eu pensei: eu bem que poderia estar do outro lado dessa grade, correndo também, me superando. E assim tudo começou, aos poucos.

Nota: isso é estar aberto para novas possibilidades, não é? e vejam que ela logo percebeu o clima, aquele que só acontece em dia de prova, aquela energia acumulada de todo mundo junto.

2. Durante o tratamento, pôde correr? quanto tempo levou? O médico recomendou ou teve restrições?
Comecei a correr durante o tratamento, treinava nos dias em que os efeitos da quimioterapia eram mais amenos.
Comecei com trotes intercalando com caminhadas, depois com o tempo consegui correr, gradativamente.
O médico recomenda a fazer qualquer exercício durante o tratamento - desde que você se sinta bem.
Nota: isso mudou, que bom!! Aquela ideia de repouso total, como já falei, acho que só deprimia ainda mais a pessoa. 

3. Qual a maior dificuldade em fazer exercicios durante o tratamento ou o pós operatório? 
Para mim, a dificuldade veio por estar acima do peso. Durante a quimioterapia eu aumentei meu peso em 13kg, por conta dos corticóides. E essa dificuldade era visível na prática de exercícios - porque além de mais pesada, você fica com menos resistência, menos fôlego, mais cansada.
Nota: muito disso era inchaço mesmo. E aí a gente se pergunta o que vem primeiro: correr para emagrecer ou emagrecer para correr? Ela descobriu que podia correr com qualquer peso, mas mais magra teria uma corrida de mais qualidade e portanto mais prazerosa. 

4. As pessoas que você conheceu na corrida foram importantes na fase de tratamento contra a doença?
Totalmente importantes. Sempre me motivavam, festejavam minha superação, me apontavam como "exemplo" de força de vontade, e isso fazia com que eu mais e mais me orgulhasse e continuasse os treinamentos, mesmo quando não estava tão bem psicologicamente. Aliás, quando eu não estava bem eu me forçava a correr, porque sabia que a adrenalina me promovia o bem estar, e depois do treino tudo estava melhor.
Não sou eu, viram? A gente nunca se arrepende de ir correr, só de não ir!! Depois que a gente vai nem lembra que antes estava desanimada!

5. O que mudou em você como corredora após ter câncer?
Eu não tenho dúvida nenhuma que a corrida foi essencial para minha cura. Cura física e psicológica.
Durante as corridas, o meu pensamento trabalhava a milhão, eu fazia uma terapia comigo mesma. Era o meu momento, só meu. Colocava todos os problemas em ordem, fazia planos para o futuro, tudo durante a corrida. Acabava os treinos ansiosa para colocar tudo o que eu tinha pensado em prática! Consegui, com a corrida, a eliminar rapidamente os 13kgs que adquiri no tratamento.  
Hoje procuro motivar pessoas que estão começando, incentivo quem está com dificuldade, me coloco como exemplo.
O que dizer? adorei!! A corrida é a minha meditação ativa! E não é solidão coisa nenhuma!!

6. Há algo que você gostaria de compartilhar com outras mulheres e com homens tb, sobre o momento em que você descobriu o câncer?
 Como é de se prever, quando recebi o diagnóstico, meu mundo caiu. Mas encarei todo o processo como um acontecimento da vida, que requeria ações rápidas, práticas e urgentes. Em momento nenhum me senti uma pessoa que teve o “azar”, mas me senti responsável  e encarei os procedimentos como devem ser encarados.

Em nada tem utilidade o discurso de vítima, ou lamentações. É necessário encarar os fatos e praticar ações necessárias que encaminhem à resolução do problema. Otimista que sou em todas as situações da vida; encaro tudo com muita disciplina, seguindo à risca as orientações médicas, modifiquei hábitos, criei novos e entendo ter feito o certo.
Passados sete anos tenho plena confiança de estar definitivamente curada.
Queria que todas as pessoas soubessem o quão grande e forte são, e que em mantendo a boa saúde mental e com muita disciplina vencem qualquer obstáculo que a vida lhes apresente.
E - DIAGNÓSTICO PRECOCE, sempre. Isso salva vidas, como salvou a minha. Previna-se.

Nota: Ser uma pessoa prática muitas vezes é mais eficiente do que ser apenas positiva em relação aos problemas. Mesmo em choque, não ficar paralisada pela doença faz muita diferença. Encarar uma doença grave como um obstáculo a ser superado é um grande aprendizado para mim. Bora se cuidar sempre e para sempre! 



A Monica me mandou a outra foto, mas eu tenho essa guardada aqui, e gosto demais, é do Treino Maria da Penha, e irradia muita vida!

ENCERRANDO: PATRÍCIA HARDT
Depois de lerem o que a Patrícia tem a nos ensinar, verão que não há muito mais o que dizer sobre ela. Pessoalmente, digo que o casal Patrícia e Denis Hardt é simplesmente sensacional, e eu tive muita sorte em conhecê-los. São generosos, resilientes, otimistas, acreditam na causa das Mulheres que Correm, e basicamente, se não fosse o Denis e as Lojas Hardt/Hardt Sports, os Treinos MQC nãos teriam sido o que foram até agora. Eu já tinha contato com o Denis quando soube que a Patrícia estava doente, mas acho que eu e ela só tínhamos nos visto algumas vezes. Passei a acompanhar a evolução rumo à cura conversando mais com ele, enquanto eu rezava, e pude perceber o quão forte ela é. Depois do tratamento nos encontramos e eu só confirmei o que já percebia, que, ainda por cima, há muita alegria no viver. 
Então, sem mais delongas, vamos encerrar essa série de entrevistas com mais uma mulher incrível. Emocionem-se comigo. Com vocês, Patrícia Kern Hardt. 


Patrícia mostrando que corrida não é solidão!

1. Você corria antes de ter câncer? E depois, o que te levou a correr, ou voltar a correr?
  Eu nunca fui atleta, nem sequer gostava muito de praticar esportes, mas em 2013, meu marido e eu abrimos uma Loja especializada em artigos para corrida e caminhada  a primeira do estado de SC). É muito difícil não sentir a energia que a corrida transmite!Então comecei a correr. Mas nunca fui muito aplicada nos treinos e por algumas vezes desisti.

Nota: vejam, às vezes não é na primeira vez que a gente gosta...


2. Durante o tratamento, pôde correr? quanto tempo levou? O médico recomendou ou teve restrições?

Meu tratamento demorou 7 meses, entre a mastectomia bilateral radical e os 16 ciclos de quimioterapia, 4 meses após a cirurgia os médicos liberaram para a correr. Mas eu ainda não estava acostumada com as próteses e tinha muito receio, correr doia um pouco e causava uma sensação estranha, as vezes eu vestia dois tops pra ver se melhorava, mas ainda assim era bastante incômodo. O que eu fazia todos os dias era 1 hora de atividades no elíptico ou caminhada na esteira, além do pilates 1x na semana.
Nota: mesmo que não seja correr, escolher atividades para se movimentar é muito importante na fase de tratamento.


3. Qual a maior dificuldade em fazer exercicios durante o tratamento ou o pós operatório? 

Após fazer a quimioterapia vermelha, eu precisava de 3 a 5 dias pra me recuperar e aí sim eu conseguia fazer exercícios. A maior dificuldade pra mim era a fadiga oncológica causada pelos medicamentos usados na quimio. É um cansaço imenso, que só com muita força de vontade e disciplina eu conseguia vencer.
 É importante enfatizar que os exercícios ajudam a diminuir essa fadiga, melhoram muito a imunidade (nas quimios brancas, que foram 12 e toda semana, eu atrasei só uma vez por conta da imunidade baixa), ajudam as unhas a não cair tanto, diminuem o aparecimento das neuropatias periféricas (dores e formigamentos nas pontas dos dedos das mãos e dos pés) e não nos deixam engordar, sim, engordar!!! O tratamento que eu fiz engorda, pois temos que tomar corticóides. Eu eliminei 9 quilos, cuidando da alimentação e fazendo atividade física.
Exercício regular é tudo de bom mesmooooo! O que eu sempre digo? me sinto menos cansada do meu dia depois de correr ou de fazer outro exercício. Porque a gente ativa as endorfinas todas, tudo melhora. Mas força de vontade é tudo, tem que vir de dentro. Outras infecções exigem corticóide, ele incha a pessoa mesmo.

4. As pessoas que você conheceu na corrida foram importantes na fase de tratamento contra a doença?

Eu tive muito apoio de pessoas queridas que eram amigos, outros que eu nem conhecia. Foi maravilhoso receber tanto carinho, orações e energia boa. Foi muito importante para o sucesso do meu tratamento, sou muito grata a Deus pela existência de todos!
Patrícia, TMJ!

5. O que mudou em você como corredora após ter câncer?

Com certeza a determinação nos treinos! Hoje além de me fazer sentir muito bem, eu tenho certeza que é essencial para manter a minha saúde.
Você ai, no sofá, que não  ficou doente nem nada, fica ligada, pode começar já!

6. Há algo que você gostaria de compartilhar com outras mulheres e com homens tb, sobre o momento em que você descobriu o câncer?
O que eu tenho a dizer sobre esse momento, é que ele realmente é uma das piores notícias que podemos receber! Nunca passou pela minha cabeça que eu pudesse um dia ter câncer. 
Mas aconteceu e passou. A palavra câncer ainda está muito atrelada a morte, e hoje não é mais assim! 
Câncer não é contagioso!
Câncer não é castigo!
Câncer não é mágoa acumulada!
Câncer tem cura!
Existe uma vida linda pra ser vivida...passando pelo câncer ou não!

Obrigada por compartilhar, Patrícia, esse final já pode ajudar muita gente!
Mas não é só, pessoal, a Patrícia ainda tem a mensagem abaixo para nós, adaptada do que ela escreveu para uma apresentação artística de uma prima. Para que a gente pare de reclamar e criar problemas que não existem, e focar com a atenção necessária (e apenas essa) nos que existem, pensando sempre para frente,  resgatando quem a gente é, e melhorando para quem a gente quer ser realmente.O recado é para todas as mulheres, porque a verdade é que a gente sempre acha que dá conta de tudo e um pouco mais, e que tudo bem se não for ao médico na época certa, vai dar bom igual depois, pode dormir depois, se arrumar depois...e não é bem assim. E como sei que felizmente tenho leitores homens do blog, fica a dica para quando perceberem que as namoradas, esposas, mães, filhas, estão passando do ponto e abandonando a si mesmas por todos os compromissos que foram sendo absorvidos. 


Dentro do meu coração, tenho a certeza que a aceitação e a busca por uma grande reforma íntima são as grandes sacadas. Através disso consegui superar o câncer. Encarar o tratamento com a certeza de que passar por ele me traria a cura, me fez ter força pra enfrentar tudo. Eu escolhi viver... e viver de uma maneira melhor, saíndo do automático, ou seja, estando presente de verdade em cada instante da minha vida!
Desde o começo, eu aceitei o câncer, eu não me revoltei, eu me resignei, eu me ressignifiquei e fiz o que precisava ser feito. Não quero dizer que devemos sempre aceitar tudo com postura de vítima, ou baixar a cabeça e ficar somente esperando os milagres. Penso que é muito melhor baixar a cabeça, olhar pra dentro e melhorar o que precisa ser melhorado, evoluir como alma e ser uma pessoa melhor pra esse mundo!
Eu encarei tudo como um recado de Deus, o câncer foi a forma que ele encontrou de me dizer: - Filha, agora você vai ter que parar um pouquinho! Não trabalhar tanto, cuidar mais de você, se conhecer, vigiar pensamentos, palavras e atitudes, parar de achar que é a Mulher Maravilha, parar de achar que tem que dar conta de tudo, parar de querer ter sempre razão, ser mais feliz, amar mais, dar valor as pequenas coisas, confiar e acreditar mais. Eu vou te dar mais uma chance, mas agora você terá que fazer sua parte com muito mais interesse e profundidade.
O apoio do meu marido, sem sombra de dúvidas, foi e ainda é o que mais me dá forças! Outras coisas me ajudaram muito durante essa longa caminhada, a primeira foi o blog Das coisas que tenho aprendido, da Patricia Figueredo, mesma página no face, a partir daí, estudei um zilhão de coisas, plantas, chakras, nova medicina germânica, terapia de gerson, mantras, espiritualidade livre, coaching, entre outras. Muitas vezes nada ajudava, eu só queria ficar na minha cama sem pensar em nada, esperando o tempo passar pra eu ficar melhor, outras vezes eu cantava e o Denis tocava violão, ou colocava uma aula de zumba no youtube e ficava pulando igual uma louca na frente da televisão pra ver se saía de mim toda aquela nhaca da quimio, kkkkkk. Agora eu acho engraçado quando me lembro! Mas foi punk!
O que eu não deixei de fazer foi atividade física!! Isso é essencial e eu não abro mão. Hoje voltei a correr e me sinto muito feliz e realizada com isso!
Tudo foi muito difícil! Mas passa... Como tudo na vida!! Talvez o glamour e a poesia estejam na descoberta de que nada é fixo e permanente, que tudo está em constante transformação, que quanto mais nós olhamos para dentro e tentamos curar nossas inferioridades, mais perto chegamos da nossa verdadeira essência!
Eu precisei me desconstruir, me desmoronar, quase que me desmanchar (afinal caem cabelos, pelos, cílios, sobrancelhas, unhas e músculos), para poder me reconstruir, de uma nova forma, o que acontece ainda hoje, pois em muitas situações as inferioridades ainda insistem em vir a tona, afinal somos humanos!!!Mas aí a gente para, medita,toma um puxão de orelha aqui outro ali, tenta consertar e continua.
Eu estou aprendendo a me amar
Eu estou aprendendo a me perdoar
Eu percebi que eu posso encontrar Deus em cada raio de sol que aparece no amanhecer
Eu percebi que eu sei respirar e que eu posso pirar sempre que eu quiser
Eu consegui encontrar milhões de coisas para agradecer
Eu consegui me dedicar mais as amizades
Eu desejo sentir amor por tudo e por todos!!
E sempre está tudo bem... o momento perfeito é agora!!

Chorei lendo de novo. E vocês? bora acordar?!

Com o queridão do Denis!


MENSAGEM FINAL - outubro de 2018: 
Meninas que me mandaram os depoimentos, leiam de novo também, vejam o que me disseram, e se algo tiver mudado, me digam. Mas, principalmente, pensem se vocês não precisam dos próprios conselhos e advertências que me deram nos depoimentos. Eu  li hoje pensando em outras coisas, em mudanças que fiz depois que conversei com vocês, todas as que estavam ao meu alcance, e como isso fez diferença.
Mais um outubro para pensar, para servir como início de novo ciclo para tudo. Sem contar que o verão está logo ali!! 
Muito obrigada de novo...
Voltarei aos posts da maratona, só faltam dois.





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