Dia de estreia


Acho que por gostar de correr, mas também de nadar, e certamente influenciada pelo meio que me cerca, acabei estipulando como meta para este ano fazer uma prova de triathlon. Curta, que possa usar mountain bike, que é o que tenho, e porque esse negócio de passar dez horas, como no iron, não me pertence. Até eu ter feito a primeira travessia não estava muito certa desta meta, mas depois de duas, não tive dúvidas.
Acho muito importante ter metas, principalmente em relação a saúde, atividade física, etc. Acho que estimula. Pode ser emagrecer, na boa. Mas tem que pelo menos estipular um número de quilos, para a coisa ter graça. Mas claro, essa sou eu.
Eu também gosto de estabelecer planos para as metas. Planos para tudo, sou uma chata cheia de planos. Plano A, plano B...e opções. Gosto de ter também opções. Então a meta é participar de um triathlon, e o plano é, até la, estar mais segura na natação no mar, bem na corrida, e aprender a pedalar. Eu sei andar de bicicleta, mas não sei pedalar para competir.
Então, para alcançar minha meta, preciso começar a me preparar, porque não vou fazer prova nenhuma sem estar me sentindo segura de que terminarei. Viva, de preferência.
Participei de um Aquathlon no sábado. A ABTRI, associação blumenauense de triathlon, juntou os triatletas da cidade (que são em número respeitável) e pretendem divulgar o esporte, estimular novos atletas, e pequenas provas, pelo que entendi, farão parte disso.
No final do ano passado, quando teve a Copa do Sagu de triathlon, eu falei para o Astério, presidente da ABTRI, que estava pensando em experimentar, mas de leve, ou seja, não dava para começar com um olimpico e suas distâncias. Assusta demais. E sabia de outras pessoas na mesma situação.
Além de ótimo atleta, o Astério é empolgado também, para minha sorte, de maneira que  a Abtri organizou um treino com 500m de natação e 4km de corrida. Tão pouquinho, né? Vai correr depois de nadar então, e aí a gente conversa.
O que eu justamente queria testar era isso, a transição, correr molhada, ver meu nível de frescura na hora de calçar tenis depois de nadar, cabelo feio, e tal, e, principalmente, ver se eu gostava. Porque isso exige treino, muito treino, então eu acho que tem que curtir e achar super legal. 
Claro que o esquema era bom: piscina aquecida do SESI, corrida na pista externa. 
E la fomos nós, em baterias, dois por raia na piscina.
E eu ADOREI. Muito mais do que eu imaginava. Não liguei a minima para correr molhada com o sunkini por baixo do short e regata (porque ainda sou uma lady, não consegui sair correndo do jeito que estava, só calçando o tênis). Sequei os pés e botei meias, porque meus pés já se sacrificam muito por mim.
Tambem não liguei para o fato de ter sido a última a sair da piscina. Foi só uma volta de vantagem do último menino, e eu fiz os 500m em 10'54", meu melhor tempo nessa distância. Também não quis forçar demais na piscina para ter certeza de que daria conta de correr.
Além de mim, mais uma menina (é assim, são poucas por aqui), que nadava como um peixe, e saiu antes de mim da piscina, uns tres minutos...kkk.
Na corrida, fiquei surpresa com meu desempenho. As pernas travaram bem nos primeiros 2km, mas em compensação eu já estava aquecida, e consegui manter um ritmo bom, a média de pace foi 4'58", terminei a corrida em praticamente 20'. 
Agora, o melhor mesmo era o clima entre os atletas. Sei que para a maioria aquilo era uma moleza (vários foram fazer o gp winter no dia seguinte, que é prova de triathlon em Balneário Camboriú), mas havia outros estreantes, e nós fomos mais do que bem recebidos, ninguém esnoba, ninguém compete daquele jeito que a gente se sente mal por ser iniciante lerdo.Todos estavam incentivando os estreantes, apoiando durante a corrida, foi realmente incrível. 
Enfim, fui contaminada. Ou convertida. Todo mundo que ja pensou em fazer algo de triathlon deveria experimentar algo assim, com cara de treino educativo.
Continuo com minhas metas pessoais da corrida, é o que eu sei fazer direitinho, e tem mais provas no ano, treinos menos intensos, gosto de fazer prova, e triathlon não dá para ficar fazendo prova todos os meses (acho que não, pelo menos). 
Ontem fiz minha primeira aula de bike na vida (mesmo), fiquei com as pernas cansadas porque mudou o esforço, mas gostei bastante. Ta, era com o coach Everton, já ajuda...
E hoje de manhã nadei e depois fui correr (tudo ligeiro e cedo porque estou atolada de serviço), e já foi menos sacrificado... Só que não.  Estava chovendo, eu saí da aula de natação (45 minutos bem fortes), botei a roupa e fui correr molhada na chuva. Sozinha, sem mais ninguém achando divertido junto comigo. E pensando bem, estava frio. Foi muito engraçado ver a cara das pessoas encapotadas e com guarda-chuva,  que nem disfarçavam o olhar que dizia "que louca". Isso mesmo. E bem feliz, por que não?










Comentários

  1. É isso ai bebê... Louco é quem fica morrendo sentado no sofá, não é?? E daqui a pouco só falta o tiro e a equitação... Ah, e esgrima... hehe.

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  2. Show de Bola Andrea ... Parabéns e que venha o próximo GP né ;-)

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